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Os Papas falam à R.C.C

Os Papas falam à R.C.C., e o Papa João Paulo II ouve orarem em línguas!!!

Vídeo em espanhol (Alguém pode traduzir?)


O sumiço do menino Pedro Julião

Certa vez,o menino Pedro Julião sumiu. Desaparecera de casa, procuraram-no por muito tempo.

Sua irmã correu à igreja e não viu ninguém. Mas lá estava Pedro escondido de todos, bem perto de Jesus e do Sacrário! Ele bem sabia que por detrás daquela porta dourada, naquele tabernáculo, o bom Jesus morava sozinho. Animado pela solidão, penetra na capela-mor e adianta-se para o altar! Queria estar mais perto do divino mestre, tocar no SACRÁRIO. Mas como chegar lá? Olha ao redor e vê um banquinho que servia para expor o ostensório. Sobe por esse banquinho e aproxima-se do Santíssimo Sacramento, apoiando a cabecinha contra o Tabernáculo, falando a Jesus, dirigindo-Lhe as suas súplicas infantis.

Ficou ali muito tempo. Por fim a irmã descobriu-lhe o esconderijo e perguntou-lhe:

- "Que fazes aí?"

- " A minha oração..." - respondeu - "...Estou mais perto de Jesus e ouço-O".

Tinha então cinco anos.

Foi à Luz de Cristo Eucarístico que Pedro descobriu a sua vocação para o sacerdócio, tornando-se padre secular "zelolíssimo" a ponto de ser comparado ao Santo Cura d'Ars.

Texto extraído do livro "Jesus Cristo, conosco na Eucaristia" 

Devemos nestes dias de preparação ao Tríduo Pascal ser como o Pequeno Pedro Julião, inocentes no agir, caridosos e amorosos para com Jesus.

Ceiar com Ele na Quinta-feira Santa, não deixa-Lo só na agonia do orto da oliveiras, chorar e sussurrar palavras de amor e carinho durante Seu julgamento e sua humilhação, unir-nos as Suas dores e ultrajes do calvário e crucificação, vela-Lo no tumulo, e nos regozijar-nos em adoração a Sua ressurreição vitoriosa.

Pois não foi em vão que isso aconteceu, foi por amor a mim, foi por amor a você, foi por amor a todos nós!

Paulo

Aproxima-te



"Aproxima-te, portanto, da Santa Eucaristia, de Jesus oculto, vítima perpétua de amor, teu pão vivo, e, a seus pés, encontrarás a graça, a força do bem, a luz e o amor!"

São Pedro Julião Eymard

Fracos e Fortes



"Jesus fez da Eucaristia um pão para os fracos e para os fortes, um remédio contra o pecado, uma poderosa arma contra o demônio, o prodígio contínuo de sua vida ressuscitava a se prolongar em seus membros enfermos e sofredores."

São Pedro Julião Eymard

Quaresma e Testemunho

Olá, Tudo Bem??

Hoje que convidar você a escutar estes dois áudios.

O 1º é uma entrevista onde o Padre Paulo Ricardo fala um pouco da quaresma, é bastante esclarecedor.






O 2º é o testemunho de vida da Eliana Ribeiro, onde ela conta sua história de vida, destaco o trecho onde ela pede, mesmo na cama a comunhão Eucarística diariamente.






Se você gostou comente!!

Paz e Fogo Eucarístico!!!

COMPÊNDIO DA EUCARISTIA

Cidade do Vaticano 22 out (RV) - O jornal vaticano L’Osservatore Romano informou que na conclusão da audiência geral de ontem, quarta-feira, o Papa Bento XVI recebeu o novo “Compendium eucharisticum” das mãos do Cardeal Antonio Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos.





O Compêndio Eucarístico, que traz a data de publicação, 19 de outubro, recolhe material de estudo, oração e meditação sobre a Eucaristia, a teologia, a celebração e a religiosidade
popular, seguindo as orientações do Sínodo dos Bispos realizado no ano 2005 e por desejo do Santo Padre.

Segundo o jornal do Vaticano, acolhendo o pedido dos padres sinodais, o Papa tinha disposto a publicação de “um compêndio que recolhesse textos do Catecismo da Igreja Católica, orações explicações das preces eucarísticas do missal e tudo aquilo que fosse útil para a correta compressão, celebração e adoração do Sacramento do altar”, como ficou plasmado na exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum caritatis publicada no ano 2007

O Pontífice tinha manifestado ainda o desejo de que o compêndio pudesse “ajudar o povo cristão a acreditar, celebrar e viver cada vez melhor o Mistério eucarístico”, estimulando “cada fiel a fazer da própria vida um verdadeiro culto espiritual”. “A idéia central do volume é encontrar a unidade em torno da teologia da Eucaristia, da celebração e da religiosidade popular.



Matéria retirada do site da Rádio Vaticana.
Original aqui.

É o Amor que O mantém prisioneiro


"Jesus está no Sacramento da Eucaristia e é o amor que o mantém prisioneiro como uma vítima sempre disposta a ser imolada para a Glória do seu Pai e para a nossa salvação. A sua vida é totalmente escondida aos olhos do mundo e só é percebida nas pobres e humildes aparências do Pão e do Vinho (...). Jesus está sempre sozinho no Santíssimo Sacramento. Não deixem nunca de comungar, não poderíamos dar maior alegria ao demônio, nosso inimigo!"

Santa Margarida Maria Alacoque
Hoje é dia da Santa Margarida Maria Alacoque!



A mensagem que a monja da Visitação recebeu contém as chamadas “doze promessas do Sagrado Coração”, nas quais Jesus revela as graças vinculadas a essa devoção. O Amor ao Sagrado Coração de Jesus é estreitamente ligado ao amor à Eucaristia.


A 12ª promessa assim fala: "A todos aqueles que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, darei a graça da perseverança final e da salvação eterna" (Carta n. 86).


Bento XV fala sobre essa devoção: “A Igreja quer estimular os fiéis ainda mais a que se aproximem com confiança deste Santo Mistério e a consumar sempre no coração as chamas daquela divina caridade da qual ardia o Sagrado Coração quando, no seu infinito amor, instituiu a Santa Eucaristia”


Que hoje possamos dizer como como a Santa "Tudo pela eucaristia: nada para mim! "


Santa Margarida Maria Alacoque, rogai por nós!

São Francisco e a Eucaristia

Dia 4 de outubro é dia de São Francisco, como sempre estou um pouco atrasado, mas desta vez consegui um texto interessante, em minha diocese (Taubaté) ele é padroeiro, com o titulo de São Francisco da chagas.


Abaixo coloco um trecho do texto, que achei no site dos Frades Menores Capuchinhos da província portuguesa, o texto explica um pouco de como viveu e ensinou nosso querido e amado Frade de Assis a devoção e adoração a Nosso Senhor Jesus Cristo presente no Sacramento Eucarístico.


Se deliciem, aprendam, vivam e inflamem vossos corações.
 ...
A experiência da presença de Cristo


Na narração da última Ceia, São João deu especial realce ao gesto do lava-pés (Jo 13,3-1). Não porque as palavras proferidas por Jesus não fossem importantes (eram-no, seguramente), mas porque preferiu realçar aquele gesto que, embora se enquadrasse de algum modo nos ritos próprios da ceia pascal judaica, primava pela originalidade na medida em que quis lavar aos seus discípulos não as mãos, como era hábito, mas os pés – uma acção própria dos escravos, a indicar que o serviço aos irmãos é também um memorial da sua presença.
Ao escrever a forma de vida que desejava para os seus irmãos, Francisco vai usar precisamente esta passagem do Evangelho de São João, convidando-os à menoridade que se deve traduzir por gestos como o de lavarem os pés uns aos outros.[5] Tinha compreendido que a Eucarístia, onde o Senhor está «presente de um modo verdadeiro, real e substancial, com o seu corpo e o seu sangue, com a sua alma e a sua divindade»[6], como havia prometido aos seus discípulos[7], deve levar o cristão a um sério compromisso com os pobres.
Francisco percebeu que Jesus está presente de um modo muito especial sob as espécies eucarísticas, como se manifesta na reverência que tinha para com o Santíssimo Sacramento[8], as Igrejas[9] e os Sacerdotes[10]; mas percebeu também a presença simbólica do mesmo Jesus onde estiverem reunidos dois ou três em seu nome,[11] nos pobres, nos leprosos e nos presos, nos mais pequeninos e nas mais humildes criaturas.[12] Vejamos.
A presença real de Cristo na Eucaristia
Depois da fração do pão, durante a última Ceia, Jesus convidou os seus discípulos a repetirem aquele mesmo gesto em sua memória[13]. Tal gesto foi acolhido com obediência e gratidão por Francisco de Assis, que dizia:
«O pão nosso de cada dia, o teu dileto Filho nosso Senhor Jesus Cristo, nos dá hoje, para memória, e inteligência e reverência do amor que nos teve, e de quanto por nós disse, fez e suportou.»[14]
Francisco «jamais deixava de ter presentes, em aprofundada contemplação, […] a humildade da Encarnação e a caridade da Paixão»[15] e exortava os irmãos a acreditarem, pela fé, na presença real de Cristo na Eucaristia[16], que «agora se mostra a nós no pão sacramentado»[17], presente «como auto-dom de si mesmo».[18]
Francisco «ardia de amor em todas as fibras do seu ser para com o Sacramento do Corpo do Senhor e […] comungava com tal devoção que tornava devotos os que o viam.»[19] Queria que os seus irmãos participassem todos os dias na Eucaristia[20]porque, dizia ele, «ninguém se pode salvar sem receber o santíssimo Corpo e Sangue do Senhor»;[21] mas, ao saber que vários sacerdotes celebravam várias missas por dia apenas por dinheiro, pediu, na Carta a toda a Ordem, que se celebrasse apenas uma missa por dia em cada comunidade e que nas comunidades em que houvesse vários sacerdotes os outros se contentassem em ouvir a missa daquele que celebrava.[22]
Francisco «consagrava a Cristo um amor tão vivo […] que parecia sentir fisicamente diante dos olhos a presença contínua do Salvador»,[23] percebendo que é sobretudo no sacrifício eucarístico, nessa constante doação do seu próprio Filho ao homem, que Deus se manifesta como Amor, Sumo Bem.[24] O Cristo presente na Eucaristia é o mesmo que está nos céus, sentado à direita do Pai[25], «a contemplar os que se aproximam devidamente do seu tabernáculo».[26] Na comunhão do Corpo do Senhor, Francisco viu o «alimento por excelência de toda a santidade».[27]
A reverência para com o Santíssimo Sacramento
Encontramos em quase todos os escritos de São Francisco o apelo à reverência pelo Santíssimo Sacramento. Na Carta a toda a Ordem, pede-o especialmente aos seus irmãos:
«E por isso a todos vós, irmãos, imploro no Senhor, beijando-vos os pés e com quanta caridade eu posso, que presteis toda a reverência e toda a honra que puderdes, ao santíssimo Corpo e Sangue de nosso Senhor.»[28]
A alguns movimentos heréticos que negam «a presença real de Cristo sob as espécies, fora da celebração»,[29] Francisco responde com um amor muito grande ao santíssimo Sacramento. Esse amor a Cristo, presente em todas as igrejas do mundo,[30] é que o levava a não suportar vê-l’O em lugares indignos, em igrejas sujas e descuidadas. Aliás, o «testemunho mais eloquente dessa fé concreta e realista de Francisco [na eucaristia] é talvez a sua extrema suscetibilidade para com as faltas de respeito ao Sacramento.»[31]
Ainda no mundo, antes da sua entrega total a Deus, comprava objetos «que servissem de adorno das igrejas e fazia-os chegar secretamente aos sacerdotes pobres»;[32] e quando saía pelas aldeias, levava consigo uma vassoura para varrer as igrejas e capelas por onde passasse.[33]
O seu respeito para com o Santíssimo Sacramento era tal que,
«Um dia, teve a ideia de enviar os irmãos pelo mundo com píxides preciosas, com a missão de colocarem o mais dignamente possível esse divino penhor da nossa redenção onde vissem que o conservavam com pouca reverência e decoro.»[34]
Mas esse respeito não o movia apenas a um cuidado muito grande com a limpeza das igrejas, das alfaias sagradas e das píxides; também o levava a preparar-se, por meio de uma contínua purificação interior, para comungar o Corpo do Senhor do modo mais digno possível.
Francisco tinha bem presente a advertência de São Paulo: «todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor. Portanto, examine-se cada um a si próprio e só então coma deste pão e beba deste vinho; pois aquele que come e bebe, sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação».[35] Daí não se cansar de a repetir nos seus escritos, convidando «todos os cristãos, religiosos, clérigos e leigos, homens e mulheres»,[36] e ainda «todas as autoridades e cônsules, juízes e reitores, em qualquer parte da terra»[37] a fazerem penitência e a receberem o Corpo do Senhor com humildade e veneração.[38]
Grandemente preocupado com a ignorância e o pecado de alguns,[39] escreveu aos sacerdotes que entretanto a ele se juntaram:
«celebrem o verdadeiro sacrifício do Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo, com santa e pura intenção, e não por qualquer motivo terreno, nem[…] para agradar aos homens. Ó miséria grande, ó miseranda fraqueza, terde-lo vós assim presente, e ocupardes-vos de qualquer outra coisa do mundo!»[40]
O respeito pelos sacerdotes 
Apesar do que se disse acima acerca do comportamento pouco correto de muitos sacerdotes no tempo de São Francisco, uma das grandes novidades do movimento nascido com o Santo de Assis foi, precisamente, o enorme respeito pelos sacerdotes.
Acreditamos que «foi a fé na Eucaristia que lhe inspirou uma gratidão profunda para com os sacerdotes, ministros do inefável sacramento.»[41] Quando movimentos heréticos como o dos Cátaros, de que já falámos, questionavam a validade da Eucaristia celebrada por sacerdotes “indignos”, Francisco mostrou um amor e uma reverência muito grande para com eles, recomendando aos seus irmãos: «dissimulai as suas quedas, supri as suas muitas faltas e, quando isto houverdes feito, mais humildes sereis.»[42]
Era seu desejo que se tivesse grande respeito pelas mãos do sacerdote. Dizia frequentemente:
«Se me acontecesse […] encontrar ao mesmo tempo um santo vindo do céu e um sacerdote pobrezinho, saudaria primeiro o sacerdote, correria a beijar-lhe as mãos e diria: “Um momento, por favor, São Lourenço, porque as mãos deste tocam o Verbo da Vida e possuem um poder sobre-humano”.»[43]
Francisco vai ainda mais longe: segundo a Legenda do Anónimo Perusino, pede aos seus irmãos que, se encontrarem um sacerdote montado a cavalo, beijem não apenas a mão ao sacerdote, mas também as patas do cavalo em que ele for montado.[44] Embora num estilo de “florinha”, essa história revela bem a reverência que São Francisco tinha para com os sacerdotes, «ministros de Deus».[45]
Conclusão
Viver o sacramento da Eucaristia ao jeito de São Francisco implica não só a comunhão do Corpo e Sangue do Senhor, a adoração silenciosa e amorosa do santíssimo Sacramento, o cuidado com as igrejas e os objectos sagrados e o respeito pelos Sacerdotes – como também a opção pelos pobres e marginalizados, imagens do Menino frágil evocado em Greccio, sempre presente no seio de quem pratica o Bem e anuncia a Paz.
...

Frei Hermano Filipe, OFMCap.



...
[5] Cf. 1 R 6,3.
[6] Igreja CatólicaCatecismo Igreja Católica. 2ª ed. Coimbra: Gráfica Coimbra, 1999, n. 1413, p. 365.
[7] Cf. Mt 28,20. Jesus assegura a sua presença, por meio de sinais, no seio da Comunidade unida na Caridade.
[8] Cf. EP 6.
[9] Cf. EP 56-57.
[10] Cf. TC 57; 1 C 62; 2 C 8.
[11] Cf. Mt 18,20. Jesus é apresentado por Mateus como Senhor da Comunidade, Emanuel, o Deus connosco.
[12] Cf. Mt 25,31-46. Ver também Mc 9,36-37.
[13] Cf. Jo 6,48-58.
[14] PPN 6.
[15] Cf. 1 C 84.
[16] Ex 1,21.
[17] Ex 1,19.
[18] MARTINS, José Saraiva – Eucaristia. Lisboa: Universidade Católica, 2002, p. 146.
[19] 2 C 201.
[20] Cf. 2 C 201.
[21] Cf. 1 CCt 6.
[22] Cf. CO 30-31.
[23] LM 9,2.
[24] Cf. IRIARTE, Lázaro – Historia Franciscana. Valência: Editorial Asis, 1979, p. 151.
[25] Cf. 1Pe 3,22.
[26] KOSER, Constantino – O Pensamento Franciscano. 2ª ed. Petrópolis: Editora Vozes, 1998, p. 184.
[27] Ibidem, p. 182.
[28] CO 12.
[29] Martins, José Saraiva – Eucaristia. Lisboa: Universidade Católica, 2002, p. 147.
[30] Cf. T 5. Desde há muitos anos, existe a tradição, nalguns Conventos Franciscanos, de rezar todo o versículo 5 do Testamento, que a seguir transcrevemos, cada vez que se entra na capela da comunidade ou numa outra igreja: «Adoramos-te, santíssimo Senhor Jesus Cristo, aqui e em todas as tuas igrejas que estão por todo o mundo, e te louvamos, porque pela tua santa cruz remiste o mundo».
[31] PELVET, Jean – Fé e Vida Eucarísticas. In A Espiritualidade de Francisco de Assis. Braga: Editorial Franciscana, 1993, p. 105.
[32] TC 8.
[33] Cf. LP 18; EP 56.
[34] 2 C 201.
[35] 1 Cor 11,27-29.
[36] 2 CF 1.
[37] CGP 1.
[38] Cf. CO 12.
[39] Cf. CCl 1.
[40] Cf. CO 14.25.
[41] Iriarte, Lázaro – Vocação Franciscana. Petrópolis: Editora Vozes, 1976, p. 41.
[42] 2 C 146.
[43] 2 C 201.
[44] Cf. AP 37.
[45] 2 C 8.

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siglas utilizadas:

Escritos de São Francisco:
1 CCt – Primeira Carta aos Custódios
1 R – 1ª Regra (Regra não bulada)
2 CF – Carta aos Fiéis (2ª redacção)
CC – Cântico das Criaturas (ou do Irmão Sol)
CCl – Carta aos Clérigos
CGP – Carta aos Governantes dos Povos
Ex – Exortações
CO – Carta a toda a Ordem
PPN – Paráfrase do Pai Nosso
T – Testamento

Biografias:
1 C – Tomás de Celano, Vida Primeira
2 C – Tomás de Celano, Vida Segunda
AP – Legenda do Anónimo Perusino
EP – Espelho de Perfeição
Fl – Florinhas de São Francisco
LM – São Boaventura, Legenda Maior
LP – Legenda Perusina
TC – Legenda dos Três Companheiros




O texto original achei aqui: 



São Pedro Julião Eymard: criador da adoração perpétua do Santíssimo Sacramento

Em 1804, apareceu no vilarejo de La Mure um amolador de objetos, acompanhado de sua filha de cinco anos de idade, órfã de mãe, que perguntava de casa em casa se havia utensílios para serem afiados por seu pai.

Este tinha por nome Julião Eymard, originário de outra localidade, Auris, onde se casara e tivera seis filhos desse casamento. Perseguido pelos "patriotas" da Revolução Francesa, perdeu boa parte de seu patrimônio. Com a morte da esposa, em 1804, resolveu tentar a sorte noutro lugar.
Deixou então cinco filhos com pessoas amigas e saiu à procura de sustento, levando apenas a caçula. O espírito de solidariedade católica, que ainda havia em La Mure, facilitou o estabelecimento de Julião naquele local, onde prosperou e contraiu novas núpcias.

De seu segundo casamento, nasceu Pedro Julião Eymard em 4 de fevereiro de 1811.

Com o correr dos anos, o menino mostrou-se inteligente e jeitoso, tornando-se a grande esperança do pai para fazer prosperar o negócio que havia montado naquela localidade: uma usina de azeite.

O conquistador de almas para Deus

O menino, porém, sentia que era chamado para algo de bem mais elevado do que ser fabricante de azeite. Após várias dificuldades postas pelo pai, conseguiu entrar no seminário para seguir o que sua vocação lhe pedia: tornar-se sacerdote.

Após ordenar-se, celebrou sua primeira Missa em 26 de outubro de 1834.

O novo sacerdote cativava as almas. Após o ofício divino, saía com os fiéis e ficava em frente à igreja, conversando com eles e os instruindo. Operavam-se então conversões impressionantes.
Em 1839 decidiu entrar na Sociedade de Maria para desenvolver cada vez mais sua devoção à Sagrada Eucaristia, a paixão de sua vida. Sua irmã -- aquela menininha que percorria as casas pedindo trabalhos -- insistiu com ele para que ficasse mais um dia em casa, antes de partir para seu novo destino. "Um dia bastará para perder minha vocação" foi a resposta. E seguiu em frente.

Nessa época a todos impressionava sua piedade profunda e terna, enquanto no seu caminhar havia algo de harmonioso que lhe conferia um aspecto militar.

Pregava a Eucaristia e somente a Eucaristia. Porém o fazia de maneira pessoal, concreta e viva, sem muitas especulações meramente teóricas e abstratas. Sua pregação tocava de modo especial as necessidades espirituais de seus ouvintes. Sua palavra de fogo esclarecia, abrasava e ganhava as almas. Seus sermões eram verdadeiras meditações íntimas que lhe saíam pelos lábios, expressão de sua intensa vida interior.
Sua alma era de tal maneira luminosa, que pessoas das mais diversas condições sociais e econômicas, bem como das mais distintas profissões, vinham lhe pedir luzes fora e dentro do confessionário.

"Fogo" eucarístico nos quatro cantos da França

Certo dia, em 1853, durante a ação de graças, por solicitação de Nosso Senhor, ele se ofereceu por inteiro a Deus, recebendo então muitas graças, consolações e forças para realizar a tarefa que lhe estava destinada.

Seis anos mais tarde, confidenciou que naquela ocasião prometera a Deus que nada o reteria, mesmo que precisasse comer pedras e morrer em um hospital, trabalhando em Sua obra sem consolações humanas.

Era o primeiro passo para a fundação de seu Instituto, dedicado à adoração perpétua do Santíssimo Sacramento. As dificuldades fizeram-no soltar essa exclamação: "Chego como um soldado do campo de batalha, não se achando vitorioso, mas cansado e esgotado pelo combate".

E anunciou ao Arcebispo de Paris que queria pôr fogo nos quatro cantos da França, e especialmente em Paris, com a comunhão dos adultos.

Santo Cura d'Ars profetiza sobre São Pedro Julião!

O Pe. Eymard e o Cura d'Ars se conheciam e se tornaram verdadeiros amigos em Nosso Senhor Jesus Cristo, cada um procurando estar a par das atividades do outro.

O Cura d'Ars teria mesmo profetizado que o Pe. Eymard sofreria muito, inclusive perseguições de seus melhores amigos. Mas que a congregação por ele fundada seria próspera e se espalharia por todos os países, apesar de tudo e contra todos...

De fato, na obra recém-fundada continuava faltando quase tudo e as deserções começavam. O fundador tornou-se objeto de críticas e perseguições. Escreveram-lhe cartas extremamente mortificantes, profetizando quedas e catástrofes. Como se isso não bastasse apareceu uma ameaça de despejo. Obrigado a se afastar por cinco semanas para tratar da saúde, encontrou a casa com menos gente e com traidores.

Em Roma: êxtase e aprovação de sua obra

Tinha um culto entusiasmado pelo Papado. E não foi sem emoção que se dirigiu a Roma para pedir a aprovação de sua obra, o Instituto do Santíssimo Sacramento.

Uma feliz coincidência facilitou as coisas. Estava orando no altar da Confissão, na Basílica de São Pedro, quando entrou em êxtase e não percebeu um cortejo que se aproximava. Era Pio IX, que ia rezar ali também. Os numerosos fiéis que se encontravam no local, se afastaram para dar passagem ao Papa, ficando somente um padre austero ajoelhado. Quando voltou a si, todo confuso, refugiou-se em um canto; o Papa acabara de se retirar.

No dia seguinte recebeu o Breve Laudatório, assinado na véspera pelo Sumo Pontífice!

Desejava ter a voz do trovão


Sua palavra era um fogo de caridade e de fé. Havia um tal brilho de santidade em seu olhar, que se pensava em Nosso Senhor. Mesmo antes de começar a falar, já tocava as almas pela sua simples presença. Mais do que a fé, era quase a visão real do Divino Mestre que ele imprimia nas almas. Parecia ver o que falava.

Quanta vida, quanta luz! Seus ouvintes mantinham o olhar fixo na sua pessoa durante toda a pregação. Diz-se que ele desejava ter a voz do trovão para ser entendido por toda parte e por todos.

Traçava, para cada sermão, os limites, as divisões e o encaminhamento do raciocínio, mas... na hora entrava a palavra e a inspiração do coração. Preparava suas homilias diante do Sacrário pois, segundo ele, uma hora na presença do Santíssimo Sacramento valia mais do que uma manhã de estudos nos livros.

Lia os corações, via à distância, profetizava...

Não era raro dizer a uma pessoa os pensamentos que tivera; e aconselhá-la de acordo com tal discernimento.

Certo dia, uma moça da sociedade foi procurá-lo, sem que os pais soubessem, para pedir-lhe um conselho sobre sua vocação. Ao chegar, soube que ele se encontrava em sua hora de adoração ao Santíssimo, durante a qual não costumava atender absolutamente ninguém. Resignada, dirigiu-se à igreja e o viu de costas, ajoelhado, em oração. Nesse mesmo instante Eymard levantou-se, indicando à moça o caminho do confessionário. Comentou depois que sentira que uma pessoa o procurava e tinha necessidade de ajuda.

Entre 1860 e 1868 previu várias vezes os desastres da guerra franco-prussiana e o movimento revolucionário da Comuna de Paris.

Em Saint-Julien de Tours, o Pe. Eymard deu provas de ser santo, vidente e profeta diante de um auditório que o ouvia pela tarde e pela manhã, sempre recolhido e sempre entusiasta.

Certo dia, duas horas antes da procissão de São Julião, o céu escureceu e se armou uma tempestade. O Pe. Eymard, calmo, ordenou que a procissão saísse e... surpresa! Em lugar dos raios e da chuva que já haviam começado, aparece céu azul e um grande sol! "Milagre"! Foi a palavra que aflorou a todos os lábios.

Exorcista, era perseguido pelo demônio

Muitas vezes passava as noites lutando contra o demônio. Pela manhã, no seu quarto havia móveis quebrados ou avariados e sinais em sua face. Comentava que os golpes do demônio são secos como se bate em mármore, mas a dor desaparecia com a pancada.

Em 1861, após comer parte de uma maçã oferecida por uma mulher tida como mágica, uma menina ficou possessa. A mãe, ouvindo falar de Eymard, foi procurá-lo. Este enviou uma camisa e um gorro com a medalha de São Bento, mas a menina os destroçou com seus dentes. O Padre então benzeu um pedaço de pão e o enviou à casa da menina, para que o engulisse na hora em que estaria celebrando uma missa por ela.

Quatro homens forçaram-na a engulir e ela começou a vomitar um liquido preto, cheirando a enxofre, em tal quantidade que escorreu até o chão, ficando então curada. O demônio foi derrotado duplamente, pois o pai de menina, que se encontrava afastado da religião, impressionado, confessou-se, comungou e voltou à prática religiosa.

Incompreendido pelos próprios filhos espirituais

No final de 1867 repreende os seus por não irem vê-lo com mais freqüência e mais confiança, a fim de pedir uma comunicação mais abundante do espírito da sua vocação. "Nada me perguntais. Quando eu não estiver mais aqui, ninguém terá a graça da fundação. Interrogai-me, usai mais de mim".

Em 1868 escreveu em suas notas que iria fazer parte da corte celeste, participar da bondade de Deus. Um trono lhe estava assegurado no Céu e seu nome estava inscrito no livro da vida; os Anjos e os Santos o esperavam no lugar dos Bem-aventurados e o chamavam de irmão.

Porém, para alcançar um tal píncaro é preciso não só sofrer, mas saber sofrer. Assim, seus últimos anos de vida foram repletos de sofrimentos, ocasionados estes em boa parte por seus próprios religiosos que já não tinham confiança em seu Santo Fundador. Disse ele nessa penosa conjuntura: "Eis-me aqui, Senhor, no Jardim das Oliveiras; humilhai-me, despojai-me; dai-me a cruz, contanto que me deis também o vosso amor e a vossa graça".

No dia 1º de agosto de 1868, às 14:30 hs, exalou seu último suspiro. Tinha 57 anos e meio. Morreu em sua cidade natal, La Mure, na mesma casa onde nascera. Sua congregação tinha então cinco casas na França e duas na Bélgica, com cinqüenta religiosos.

"Nosso santo morreu!" foi o grito que se ouviu nas ruas e nas casas daquela pequena localidade. A população inteira desfilou diante de seus restos mortais. As pessoas iam com as duas mãos cheias de objetos para serem tocados no corpo do Santo. Seus olhos, que não foram fechados por respeito, guardavam uma expressão extraordinária de vida a ponto de dar a falsa impressão de que não morrera.

Foi beatificado solenemente por Pio XI no dia 12 de julho de 1925 e canonizado por João XXIII em 9 de dezembro de 1962.
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Fonte de referência:
Mgr. Francis Trochu, Le Bienhereux Pierre-Julien Eymard, d'après ses écrits, son Procès de béatification et de nombreux documents inédits, Librairie Catholique Emmanuel Vitte, Paris, 1949